domingo, 29 de novembro de 2009

Corrida contra o tempo

"Eis que sou um andarilho, mordido e devorado pelo veneno dos dias perdidos, solto na noite nostálgica de tempos de outrora. Eis aqui um peito sofrido pela sabor amargo da derrota. Se um dia fui o que eu sou, espero ser em breve o que deveria ser. Ombros pesados pela responsabilidade de se reverter o que sempre eu fiz questão de não escutar. Posso ser um melo melancólico, mas o que resta quando na estrada da vida as pessoas te ultrapassaram ? E o seu ego se desvai como farfalhar de folhas no outono ?
Cofiança é como o fruto que se engole sem mastigar. Ela te faz errar e ser errante, contra a corrente, excetrencidade egocêntrica. Pior que a dor da derrota, é o sabor amargo da perda, inerente a felicidade alheia e ao bem-estar material. Me resta o meu espírito, este é límpido e lívido. Irrequiesto nunca satisfeito, te guia em dias obsoletos. Ler é a cura, a alternativa para descansar dos seus dias de luta.
O tempo, o tempo, fogo que lhe consome as entranhas, nuvem negras da tempestade, bufada de saudade. Sinto-me fraco, choque de realidade ao extremo, minha luz fosca se torna em vácuo opaco. Sinto meu sangue se bulinar, a família se desvirtuar, e o sorriso ora dissmiulado, ora em ext, emremo, sem cessar. Talvez seja o desespero que os poetas falam, no entanto, minhas vozes nunca se calam, transgride o universo, como energia. Eis, que surge o menestrel, cantando suas lástimas, e se deleitando da platéia lacônica, e da sua vida, salpicada de ironia..."


Detalhe: Estou tomando uma bohemia gelada, curtindo uma versão ao vivo, da música "bartender" do Dave Matthews Band, em Nova York. Na casa do meu irmão, sinto o sangue pulsar nas veia, ele cozinha enquanto eu escrevo, nesta estranha corrida contra o tempo.

sábado, 14 de novembro de 2009

O campeão voltou!




Ser vascaíno é uma dádiva, um bálsamo. Torcer para o vasco é júbilo, pois nenhuma torcida é igual a nossa. Ser time da virada, significa que quanto todos lhe dão por vencido, o vasco mostra que é grande, time de história, raça e tradição. Time que rompeu os limites do racismo e intolerância, primeiro campeão sul americano invicto, tetra campeão brasileiro, e que revelou os maiores artilheiros dos campeonatos brasileiros, fora dizer campeão da libertadores da américa, um título que times grande buscam incessantemente e não consegue. O vasco quebrou recordes na série B, e com um time mediano, fez história em um campeonato difícilimo, pois, time grande quando cai e pode ter certeza que time grande cai, devido a uma administração péssima e vergonhaso.
Mas isso é passado, a imensa torcida do vascão voltou a cantar e gritar, a cruz de malta é o pendão incessante, voltamos sim, decepcionados por ter caído, mas orgulhosos por ter a torcida mais vibrante do país em 2009 e camisa comemorativa mais linda do Brasil.

Quem sorriu na queda do vascão, no retorno vão chorar!

Tua, minha, nossa, imensa torcida é bem feliz!

Casaca! Casaca! VASCOOOOO

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Subversões, proesias e outros cantos Parte 3

Sexta-feira, perambulando pelo Goiânia Shopping, olhei no relógio,17:15 da tarde, quando me deparei com uma imagem:

"Era só mais um dia, como outros quaisquer. Andava cabisbaixo, entediado do olhar. Um passo após o outro, de mesmice caminhar. Pessoas a milhares, o vazio há um só. As luzes se entrelaçavam , em nó. Mas eis que surge... A bela: - Sentada pose de mulher adulta, mas sorriso de moça-menina. Aquele, que desde a infância, surpreende. Ombros frontais a altura do queixo, aliás o queixo: quase um ornamento. Um braço atrás, apoiava-se. Outro repousava calmamente sobre as coxas. A mão solta, singela, livre, simples. Vestia-se de negro, aquele negro que de tanto igual, só o corpo que os vestes se sobressai. Vigoroso. O cabelo, ah o cabelo... Entre pontas e outras, o penteado era que natural, só o "passar-de-mãos" escovava-o, de tão belo e cor vislumbrantes. Os olhos semi-cerrados pelas amêndoas rosas que eram as bochechas, lembrara o limite, o horizonte, o destino... - Mas o flash disparou, a bela se levantou, e como vos dissestes: Um passo após o outro, de mesmice caminhar, mas, lembranças que irei de levar".

Creio que o vislumbre que eu tive de idéias corresponde ao que os poetas chamam de inspiração.